Notícias 20/12/2013 - 12:51 - Jocyelma Santana - ASCOM/PGE

Teste do pezinho no Tocantins é habilitado em mais uma fase do Programa Nacional de Triagem Neonatal a partir de janeiro

Teste do pezinho no Tocantins é habilitado em mais uma fase do Programa Nacional de Triagem Neonatal a partir de janeiro Teste do pezinho no Tocantins é habilitado em mais uma fase do Programa Nacional de Triagem Neonatal a partir de janeiro - Ascom Sesau

Menos de um mês após o Tocantins ser habilitado na fase III do Teste do Pezinho, o Ministério da Saúde anunciou, através de portaria, a liberação para que o Estado realize os testes na fase IV de implantação do Programa Nacional de Triagem Neonatal.

Com a habilitação, o teste poderá diagnosticar a fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita. Com diagnóstico antecipado, as crianças que forem detectadas com alguma dessas doenças receberão o acompanhamento e tratamento a tempo.

A enfermeira Bethania Oliveira, que é responsável pelo acompanhamento e monitoramento das crianças que recebem resultado positivo, explica que este é um importante passo para a saúde no Estado. “As crianças ganham saúde e qualidade de vida pois o quanto antes forem diagnosticadas e começarem o tratamento, aumentam as chances de levarem uma vida normal, aumentando sua expectativa e diminuindo os riscos de lesões neurológicas em algumas doenças”, conta.

A Saúde do Tocantins acompanha e trata pouco mais de 70 pacientes que foram diagnosticados a partir dos testes do pezinho. Bethania, que atua como enfermeira no Serviço de Referência em Triagem Neonatal, localizado no APAE de Araguaína, faz um apelo para que as mães se conscientizem de levar seus filhos até as unidades básicas de saúde em tempo hábil para realizarem o teste. “É um teste simples que não tem contra indicação e deve ser feito o mais breve possível 3º dia (72h) ao 5 º dia preferencialmente”, disse.

A enfermeira ainda ressalta: “As doenças não têm cura, mas um tratamento adequado promove uma vida completamente normal, sem agravo ou com menos manifestações clinicas da doença. Nossa luta é encontrar a criança sem sequela e cuidar para que ela não tenha ou que possamos retardar seu aparecimento”, afirma.

Habilitação nas fases III e IV

No último dia 27, o Estado já havia sido habilitado na fase III da Triagem Neonatal. A coordenadora estadual de Triagem Neonatal, Taisa Souza Ribeiro conta que a saúde do Estado já está nos preparativos para iniciarem os testes nas novas fases. “A análise laboratorial das doenças das Fases III e IV iniciará em janeiro de 2014 porque aguardamos a chegada de alguns equipamentos importados”, pontua.

Entre as doenças que poderão ser diagnosticadas através do teste está a Deficiência de Biotinidase é uma doença genética que consiste na deficiência da enzima biotinidase responsável pela absorção da biotina, uma vitamina existente nos alimentos que compõem a dieta normal. Os sintomas podem aparecer no período entre 1 semana e 2 anos de idade. O quadro mais severo é marcado por convulsões, retardo mental, lesões de pele e predisposição a infecções.

Outra doença que poderá ser identificada com os resultados do teste é a Hiperplasia Adrenal Congênita que se caracteriza como um conjunto de doenças genéticas em que há deficiência do hormônio cortizol. O cortizol é essencial à vida e está envolvido no metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos, possui efeito antiinflamatório e está relacionado com vários sistemas: muscular, ósseo, conjuntivo, vascular, imunológico, rins e sistema nervoso central.

Ascom/Sesau