Notícias 27/09/2019 - 14:55 - Thelma Maranhão - Jornalista PGE/TO

PGE promove palestra sobre saúde mental

Saúde Mental na PGE/TO Saúde Mental na PGE/TO -
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Saúde Mental na PGE/TO Saúde Mental na PGE/TO - Thelma Maranhão - Jornalista PGE/TO


Envolvida com as ações do Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio, a Procuradoria Geral do Estado, juntamente com a Subprocuradoria do Centro de Estudos, promoveu para os servidores e procuradores, na manhã desta sexta-feira, dia 27, uma palestra sobre Saúde Mental, ministrada pela psicóloga, pós doutora em Psicologia da Educação, pela Universidade de São Paulo (USP), Leila Rute Oliveira Gurgel do Amaral.

O subprocurador-geral, Marcio Junho, fez a abertura do evento, agradecendo a psicóloga, que gratuitamente atendeu ao pleito da PGE. Leila Rute preferiu não abordar, especificamente, o tema da campanha, mas sobre os aspectos diretamente ligados. Ela chamou a atenção para os modelos de saúde apresentados na psicologia: Biomédico e Biopsicossocial, como tratou ainda sobre a Distimia - termo pouco conhecido da maioria das pessoas, e também discorreu sobre a necessidade de se trabalhar a Resiliência.

Para a psicóloga, o modelo biomédico é culturalmente o que as pessoas dão mais atenção, que é quando a doença já está instalada no organismo para as pessoas saírem em busca de ajuda médica, a despeito do modelo biopsicossocial, que trata da prevenção.

Todavia, segundo ela, é necessário estar atento aos sinais, aos alarmes que o corpo emite quando está emocionalmente abalado, eventos que ocorrem por várias circunstâncias, inclusive pelo stress, muitas vezes ocasionado pela sobrecarga de tarefas impostas pela vida moderna.

Para falar da distimia, Leila Rute citou Dráuzio Varela, que classificou a distimia como um tipo de depressão crônica, de moderada intensidade. Diferentemente da depressão que se instala de repente, a distimia, no seu entendimento, não tem essa marca brusca de ruptura. Um dos principais sintomas é o mau humor, que é constante.

Para o médico, os portadores desse transtorno são pessoas de difícil relacionamento, com baixa autoestima e elevado senso de autocrítica. Estão sempre irritados, reclamando de tudo e só enxergam o lado negativo das coisas. Na maior parte das vezes, tudo fica por conta da sua personalidade e temperamento.

Ao contrário da resiliência, que está associada à capacidade que cada pessoa tem de enfrentar problemas, de superar seus próprios limites, de se adaptar facilmente às mudanças e de transformar experiencias negativas em aprendizados.

Quanto mais resiliente é uma pessoa, mais forte e preparada ela estará para lidar com as adversidades da vida. “Ela é um estado, é flexível, portanto, é preciso desenvolver o nível de resiliência existente em cada um, como também alertou para os cuidados com a saúde mental, de modo a não implicar em futuros problemas”, recomendou a doutora.